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A geração que não termina livro
🍊Alquimia da Mente – Edição #151
🎹 Leia essa edição me ouvindo tocar: Ludovico Einaudi - Experience

Segurando meu livro “Prazer em Escrever”
Escrevi esse epílogo para meu livro “Prazer em Escrever”.
Escrever é carimbar pensamentos que ecoam pela eternidade.
Seja em casa, no trabalho ou em um café…
Seja com lápis, caneta ou digitando…
Seja no celular, tablet ou computador…
Quando você escreve, você é forçado a pensar.
É por isso que digo: “Não pense para escrever, escreva para pensar.”
O carimbo do seu texto revela rastros dos seus pensamentos. Ideias confusas, texto confuso. Ideias claras, texto claro.
A escrita é democrática.
Ela não precisa de câmeras com resolução 4k.
Ela não precisa de microfones que deixam sua voz mais envelopada.
Ela não precisa de luzes que reproduzem o brilho natural do sol.
Crianças escrevem cartas ao Papai Noel para convencê-lo de seu bom comportamento, ganhando o desejado presente.
Assim como bilionários escrevem cartas aos seus acionistas, justificando decisões envolvendo milhões.
A inocência e a persuasão podem andar juntas, ligadas pelo elo da escrita.
Saber escrever para uma única pessoa é tão importante quanto escrever para milhares.
Procure se tornar o verbo e não o substantivo na escrita. Torne-se quem escreve todos os dias. Não quem se denomina escritor, mas cujos textos nunca são publicados, evitando a revelação dos seus rastros.
Não espere a musa da inspiração dar sua benção para você começar a escrever. Escreva para se inspirar.
Você nunca sabe até onde um novo texto poderá te levar. Pode ser a carta de admissão no seu novo emprego.
Pode ser um jantar com a pessoa com quem você sempre sonhou em conhecer.
Pode ser o agradecimento de um desconhecido em um lugar distante no mundo que mudará de vida porque resolveu ler o seu texto.
Tudo que você precisa para escrever está em suas próprias mãos.
Vamos colocar mãos à obra!
Na época, ainda não tinha os fios de cabelo branco, sabe… aquela fase em que o espelho ainda parecia uma testemunha confiável.
Bom, alguns anos depois, a pergunta que muitos me fazem é:
As pessoas ainda leem livros?

Você comprou oito livros nos últimos três meses. Terminou dois.
Os outros seis estão na sua mesa, com marcador entre página 40 e 80, esperando o dia que nunca chega. Tic-tac, tic-tac.
Você senta, abre o livro, lê quatro páginas, sente um puxão no bolso. O celular não tocou. Não vibrou. Mas existe a expectativa de que ele vai tocar a qualquer momento.
A leitura, que antes era refúgio, virou disputa.
E você não é exceção. É a regra. Continue lendo.