Como 200 Emails Venderam 87 Mil Ingressos

🍊Alquimia da Mente – Edição #107

🎶 Leia essa edição ouvindo: Daniel Cesar - Best Part

O email mais lucrativo da história da música foi enviado por um ruivo desconhecido em 2010.

Assunto: "Lembram de mim? Vou tocar de novo." 

200 pessoas abriram. 87 mil ingressos foram vendidos.

Março de 2011. Ed Sheeran anuncia um show para 200 pessoas no Camden Barfly, em Londres. Mil fãs aparecem na porta. Ed faz três shows seguidos na mesma noite. Ainda sai para cantar na rua para quem ficou de fora.

Nenhuma gravadora por trás. Nenhum hit na rádio. Nenhum marketing milionário.

Apenas uma lista de emails coletada à mão, show por show, durante três anos de anonimato.

Enquanto criadores de hoje fazem 47 posts por semana implorando ao algoritmo, Ed construía seu império com uma planilha do Excel e a paciência de um jardineiro. Cada email era uma semente. Cada show, uma colheita.

A história que você nunca ouviu sobre Ed Sheeran não fala de talento excepcional ou sorte. Fala de algo muito mais simples e assustador: propriedade.

Ele era dono da sua audiência. O resto era consequência. Continue lendo essa história.

Os 300 Shows Que Ninguém Lembra

"O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia após dia." 

- Robert Collier

Entre 2008 e 2010, Ed Sheeran tocou 300 shows por ano.

Pubs vazios. Cafés com cinco pessoas. Festivais de rua onde ninguém parava para ouvir.

A maioria dos artistas teria desistido. Ed fez diferente. Depois de cada apresentação, ele passava um caderno pela plateia. "Se gostaram, deixem o email. Vou avisar quando tocar de novo."

Não era estratégia de marketing. Era desespero organizado.

Enquanto outros músicos mandavam demos para gravadoras e esperavam o telefone tocar, Ed construía sua própria gravadora.

Uma planilha com nomes, emails e cidades. Cada entrada era um voto de confiança. Cada endereço, uma porta aberta.

A matemática era cruel, mas simples:

  • 12 pessoas por show vezes 300 shows davam 3.600 contatos por ano

  • Em três anos, Ed tinha uma pequena cidade de fãs na palma da mão

  • Cada email chegava para alguém que já sabia quem ele era

O truque não estava no talento. Estava na persistência documentada.

Ed não precisava convencer estranhos toda semana. Ele falava com quem já havia levantado a mão para ele. A diferença entre marketing e relacionamento cabe numa frase:

  • No primeiro, você persegue

  • No segundo, você é procurado

Cada email que Ed enviava chegava na caixa de entrada de alguém que já sabia quem ele era. Sem algoritmo no meio. Sem disputa por atenção. Só ele e pessoas que haviam escolhido ouvi-lo.

Três anos depois, quando Ed anunciou sua primeira turnê oficial, não estava falando para o vazio. Estava conversando com amigos espalhados pelo Reino Unido.

"A confiança é o bem mais valioso que você pode conquistar de alguém." 

- Warren Buffett

Em 2011, Ed Sheeran fez algo que quebraria o Instagram hoje: lançou um EP gratuito por apenas 24 horas.

O "Thank You EP" foi enviado exclusivamente para sua lista de emails. Link direto, sem enrolação. Sem likes, sem compartilhamentos, sem viral. Apenas um presente para quem havia dado o email nos pequenos shows.

90 mil downloads em 24 horas. 30 mil vieram direto da newsletter.

Pause aqui. Trinta mil pessoas pararam o que estavam fazendo, abriram o email de Ed e clicaram no link. Sem hashtag. Sem influencer. Sem algoritmo empurrando o conteúdo.

Era 2011. O mundo ainda estava descobrindo o que era Twitter. Ed já havia descoberto algo mais poderoso: acesso direto.

A diferença entre um email e um post nas redes sociais é a mesma entre:

  • Uma conversa no sofá vs. um grito na praça

  • Atenção total vs. disputa com gatos, memes e 500 vidas pessoais

  • Foco exclusivo vs. scroll infinito

Ed entendeu que atenção é um recurso finito. Quem tem acesso direto à caixa de entrada tem acesso direto ao tempo mais valioso do dia: os primeiros minutos da manhã.

Quando alguém abre seu email, você não está competindo com ninguém. É você, a pessoa e uma decisão: "Isso vale meu tempo?"

Ed construiu sua carreira respondendo "sim" a essa pergunta, email por email, mês após mês. Enquanto outros artistas mendigavam atenção, ele cultivava confiança.

O resultado foi matemático:

  • EP independente direto para o número 2 do iTunes UK

  • 7 mil cópias vendidas na primeira semana

  • Zero investimento em rádio

  • Zero marketing tradicional

Apenas uma lista de pessoas que já haviam dito "sim" uma vez.

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O dia que Ed Sheeran largou o celular

"A simplicidade é a sofisticação suprema." 

- Leonardo da Vinci

2015 – Ed Sheeran estava no topo do mundo e fez algo que chocou a indústria: largou o smartphone.

Desde então, Sheeran se comunica apenas por email.

Horários específicos. Sem notificações. Sem urgência fabricada.

Ele abre o laptop duas vezes por dia, responde tudo em lote e fecha.

"Eu não fiquei incomunicável. Apenas reduzi o fluxo", disse Ed sobre abandonar o telefone.

Enquanto o mundo se afogava em likes e stories, Ed escolheu o silêncio produtivo.

Nada de ficar "sempre online". Nada de responder na hora. Email é assíncrono por natureza. Você manda quando quer, a pessoa lê quando pode.

Ed transformou essa limitação em superpoder.

Pense assim: seu celular é um cassino no bolso. Toda notificação é uma moeda na máquina caça-níqueis. Você nunca sabe se vai:

  • Ganhar algo útil

  • Perder cinco minutos vendo vídeo de cachorro

  • Desperdiçar sua atenção mais valiosa

Ed cortou o cassino pela raiz.

Essa filosofia se estendeu para como ele trata os fãs. Newsletters de Ed chegam quando têm algo a dizer. Não existe "posting" diário. Não existe conteúdo de enchimento. Cada email é um evento.

A lição aqui não é sobre tecnologia. É sobre economia da atenção.

Ed percebeu que atenção é como dinheiro:

  • Quanto mais você gasta, menos valor tem

  • Ele escolheu ser sovina com a sua

  • E generoso com a dos outros

Resultado: quando Ed fala, as pessoas escutam. Quando Ed lança algo, as pessoas compram. Quando Ed anuncia show, as pessoas vão.

Escassez gera valor. Abundância gera indiferença.

Criadores de hoje postam stories de café da manhã achando que engagemento é sinônimo de relacionamento. Ed provou que o contrário é verdade: menos é mais, sempre.

Uma mensagem por mês que importa vale mais que 30 posts que ninguém lembra.

Viral Não Paga Conta

"Não é o que você sabe, mas quem você conhece que importa." 

- Dale Carnegie

Ed Sheeran não precisou de 10 milhões de views para vender 87 mil ingressos. Ele só precisou de 200 emails e uma verdade: quem te conhece, te compra.

A indústria da música ensina que sucesso é questão de alcance. Quanto mais gente souber seu nome, melhor. Ed descobriu algo diferente: sucesso é questão de profundidade.

Melhor ter:

  • 200 fãs que dariam o rim por você

  • Do que 200 mil seguidores que nem lembram seu nome

A matemática do Ed Sheeran era simples: cada pessoa na sua lista valia 10 pessoas aleatórias nas redes sociais.

Engajamento real supera alcance falso sempre.

Hoje, criadores morrem de ansiedade perseguindo métricas vazias:

  • Seguidores que não compram

  • Likes que não convertem

  • Views que não pagam conta

Ed construiu diferente. Ele construiu uma base sólida.

Quando você tem acesso direto à caixa de entrada de alguém, você tem algo que o Facebook, Instagram e TikTok nunca vão te dar: propriedade.

Algoritmo muda da noite para o dia. Plataforma some. Conta é banida. Ed sabia disso antes de todo mundo saber.

Sua lista de emails era imobiliário digital. Ninguém podia tomar. Ninguém podia mudar as regras. Era dele.

Enquanto artistas de hoje fazem drama porque o Instagram mudou o algoritmo, Ed dorme tranquilo. Seus fãs estão na caixa de entrada dele, não na mão de Mark Zuckerberg.

A pergunta que deveria manter você acordado não é: "Como fazer marketing viral"

É: "Como fazer marketing direto"

Marketing Viral é acidente. Marketing Direto é arquitetura.

Ed Sheeran construiu uma ponte entre ele e as pessoas que importavam. Todo mundo ficou discutindo sobre a velocidade do tráfego. Ele garantiu que a estrada fosse sempre sua.

O resto é história conhecida. Grammy, estádios lotados, bilhões de streams. Mas a fundação continuou a mesma: uma lista de pessoas que escolheram estar ali.

Ed provou que na era da distração infinita, atenção focada vale mais que atenção dispersa. Uma pessoa que abre seu email toda semana vale mais que mil que scrollam pelo seu post sem parar.

A ironia é cruel: vivemos na era da conexão global, mas a maioria dos criadores nunca esteve tão desconectada do próprio público.

Eles conhecem:

  • As métricas, mas não as pessoas

  • Quantos clicaram, mas não por que clicaram

  • Números que sobem e descem como ações na bolsa

Ed escolheu o caminho mais lento e mais certeiro: conhecer quem importa.

Cada email em sua lista tinha uma história. Cada nome, uma memória. Quando Ed mandava uma mensagem, não estava falando para estatísticas. Estava falando para:

  • O cara que foi no show em Manchester em 2009

  • A menina que pediu autógrafo depois do show em Birmingham

Relacionamento não escala. E essa é exatamente a vantagem.

Enquanto todo mundo tenta automatizar conexão humana, Ed manteve o que havia de mais humano no negócio da música: gratidão.

Cada email que ele enviava carregava uma mensagem silenciosa:

"Obrigado por acreditarem em mim quando ninguém acreditava."

Esse é o segredo que a indústria não quer que você saiba: fãs leais valem mais que audiência gigante.

Ed Sheeran não conquistou o mundo sendo ouvido por todo mundo. Ele conquistou o mundo sendo lembrado pelas pessoas certas.

Até quando você vai postergar montar sua lista de email?

Obrigado pela leitura!
Confira os destaques abaixo.
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HC