Qual é o propósito da vida?

Alquimia da Mente – Edição #017

Explorando as ruas de Hamburgo, Alemanha (2023)

"Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam." 
– Tiago 1:12

"O que você vai ser quando crescer?"
Acredito que não há pergunta mais aterrorizante que esta para uma criança.
O mundo adulto emancipando o mundo infantil com suas idealizações e obrigações.

Adultos jogam. Crianças brincam.
Adultos vibram com a vitória e lamentam uma derrota.
Mas, para as crianças, não há vencedores ou perdedores. Apenas diversão.

Tenho amigos acima dos 40 que ainda não descobriram sua vocação.
Pessoas que se formaram em Direito, mas hoje são empresárias.
Gente com três diplomas indo para um quarto.
E alguns inconformados que nunca terminaram escola ou faculdade.

"O que você vai ser quando crescer?"
Uma pergunta determinística que carrega o peso de uma montanha.
Sempre fui uma criança meio do contra.
Quando me faziam esta pergunta inventava uma nova resposta:

  • "Jogador de futebol."

  • "Astronauta."

  • "Economista."

  • "Piloto de Fórmula 1."

  • "Jornalista."

  • "Piloto de helicóptero."

Quase todos os homens em minha família se formaram engenheiros.
Meu pai e meu irmão, engenheiros mecatrônicos.
Meus tios, engenharia civil, química e segurança do trabalho.

Enxergava a mim como a Ovelha Negra da família.
Não gostava de fórmula prontas, abrir aparelhos e muito cálculo.
Gostava de todo jogo que envolvia estratégia, dinheiro e persuasão.

Nostalgia!

Nos jogos de tabuleiros:

  • Banco Imobiliário.

  • Detetive.

  • War.

Nos jogos de estratégia em tempo real:

  • Warcraft

  • Age of Empires

  • Civilization

Nos jogos que simulavam o gerenciamento de empresas:

  • Roller Coaster Tycoon (parque de diversões)

  • Railroad Tycoon (companhia ferroviária)

  • Airline Tycoon (companhia área).

Cheguei ao 3º ano do Ensino Médio sam saber o que queria.
Escolhi Economia, uma mistura de exatas com humanas.
Assim como Administração, o curso perfeito para quem não sabe o que quer da vida.

Na primeira semana de faculdade, a decepção. Teoria. Teoria. Teoria.
Depois de um ano, a frustração. Nada mudou.

Estávamos no meio de uma grande crise econômica (2007-2008).
E ninguém, absolutamente ninguém, na faculdade queria discutir tal cenário.
Ao invés da recessão, os temas eram:

  • "Taxa de juros no Brasil em 1980".

  • "Você lembra quando Color congelou a poupança?"

  • "O plano Real e os efeitos da multiplicação monetária".

Cansei! Curto entender a história, mas a faculdade havia parado no tempo.
Tinha 21 anos e já investia todo meu dinheiro guardado em ações.
Montava planilhas complexas usando Simulação de Monte Carlo.

Basicamente, efeitos randômicos probabilísticos que avaliam a probabilidade de um investimento estar dentro do retorno e risco esperado.

Tive minha gota d'água em uma aula sobre Derivativos financeiros.
O professor tinha Doutorado e sabia um livro inteiro de trás para frente.
Mas, na prática, nunca havia operado.

Ele sequer reconheceu o nome de uma operação simples que eu fazia com derivativos, chamada de "Venda Coberta".
Quando você compra uma ação e vende uma call (opção de compra) do mesmo ativo.

O dia que larguei a faculdade

05 de Abril de 2013.
O relógio marcava 22:47 em uma noite chuvosa no Rio de Janeiro.
O dia que escrevi um email para meus pais. Sim um email!
Nele, listei os motivos sobre o porquê largaria a faculdade.
Segue um trecho dele:

Esse email é uma tentativa de expressar tudo o que está se passando por trás de uma decisão importante como essa.

Pai, Mãe e Guil, vocês sabem melhor do que ninguém que essa minha vontade (largar a faculdade) é antiga, desde o primeiro semestre que entrei na UFRJ.

Na noite de ontem larguei a faculdade. Entendo que não era essa a decisão que vocês esperavam de mim.

Entendo também que vocês estejam pensando que eu poderia fazer outra faculdade, me esforçar nesses 2 últimos anos, no tempo que perdi e no que outras pessoas pensarão sobre mim por essa decisão.

Pai, lembra quando você questionava a gente, incentivando nosso pensamento, se era o exterior que determinava o interior ou o interior que determinava o exterior?

Hoje eu tenho certeza de que faço meu próprio caminho e não sou facilmente influenciado pela “sociedade”, mesmo que esse caminho esteja na direção contrária de 99% da população.

Mãe, você sabe como nossa família é conservadora e prefere a segurança de um emprego público do que uma empresa. Você sabe como era difícil para você trabalhar em uma escola pública, chegando todo dia estressada em casa, ganhando um salário mínimo e vendo a sua inteligência ser desperdiçada dia após dia.

Eu não espero que vocês concordem comigo nessa decisão. Eu amo muito vocês e só tenho a agradecer por serem exemplares comigo todo esse tempo.

Beijos, Rick

O HC de hoje com 35 anos se orgulha desse Henrique dez anos atrás.

  • Clareza, coragem, confiança, competência, compaixão.
    A escrita me ajudou a organizar estes pensamentos e carimbou na história uma decisão que me faz estar aqui, escrevendo esta newsletter para você.

Não tive uma recepção ao som de violinos em um belo jardim com flores amarelas.
Parecia mais uma tempestade em alto mar com cheiro de pólvora ao som dos canhões.

Recebi críticas. Recebi olhares desconfiados. Recebi dedos apontados.
Hoje, compreendo o amor nas duras palavras de proteção na minha família.
Mas, naquele momento, só desejava seguir a única luz que via no fim do túnel.

Eu já morri muitas vezes

Repeti muitas matérias durante os quatro anos de faculdade.
Tirei zero em duas provas da mesma disciplina, não sendo capaz de acertar uma única questão.
Devido ao conflito interno, tive reações físicas, como a perda temporária da visão.

Fazia faculdade para agradar minha família, não a minha alma.
Sentia um vazio profundo. Várias peças faltando em meu quebra-cabeça.
Minha felicidade estava morrendo a cada dia.

Não tinha vontade de sair com os amigos.
Não tinha vontade de me aventurar em uma nova paixão.
Não tinha vontade de nada.

A vida parecia não ter propósito.

Até que larguei a faculdade e me dediquei 100% ao que fazia meu coração cantar.

  • Escrever, ensinar, enriquecer.

Escrevi no blog.
Ensinava no curso.
E enriquecia mandando emails.

Nesse período, varava a madrugada trabalhando com o objetivo de me provar.

Provar que a decisão de largar a faculdade era correta.
Provar que experiência prática bate qualquer diploma técnico.
Provar que era capaz e digno de reconhecimento.

Mas aquele propósito inicial baseado no EU não se sustentou por muito tempo.

Acredito que nosso propósito não é fixo.
Nós morremos muitas vezes ao longo da vida.
Enterramos nosso passado para dar espaço a um novo ser. Um novo "Eu".
Embora ainda não tenha filhos, acredito que todos pais se tornam novas pessoas.

No primeiro choro de um filho, nascem ali três pessoas.

  • O filho. A mãe. O pai.

E, assim, um novo propósito de vida.
Em que a família se torna mais importante que qualquer indivíduo.

A vida não tem propósito

Para Osho, se você busca a iluminação como meta, como propósito, você nunca está presente. A meta está no futuro, mas você está no aqui e no agora.

A iluminação não é uma busca, é uma realização. Não é um objetivo, é a própria natureza da vida. Tal como a vida, ela é iluminada. Não há nada para ser acrescentado, nada para ser melhorado. A vida é perfeita. Ela não se move da imperfeição à perfeição. Ele move de perfeição em perfeição.

Esqueça qualquer propósito, a vida não pode ter qualquer propósito. A vida é o propósito. Como poderia ter outro propósito? Caso contrário, você estará em uma regressão infinita. Então esse propósito terá outro propósito. Então esse outro propósito terá outro propósito. A vida não tem propósito. E é por isso que ela é tão linda.

No mundo você deseja dinheiro, poder, prestígio. Até você se cansar disso. Mesmo se você conseguir, você será derrotado. Se você não conseguir, você será derrotado. Você sente que tudo isso é um absurdo. Agora, de repente, você começa a jogar novos jogos: Iluminação, meditação, ioga, Deus, o outro mundo, a outra margem.

A mente só fica tranquila quando um novo mundo de desejos se abre. Você já é aquilo que está procurando. Deixe este ser o seu mantra básico. Se você consegue entender esse mantra, você entendeu tudo. Dê a você uma chance.

Gosto da visão de Osho sobre a busca da iluminação.
Ou a corrida desenfreada por metas cada vez maiores e mais difíceis.
Porém, não concordo plenamente com sua visão de propósito da vida.

O que você pensa sobre o trecho acima de Osho?
Estou curioso para ler seu comentário ao final desta edição.

Em Busca De Sentido: Um psicólogo no campo de concentração

Este livro, com mais de 10 milhões de cópias vendidas, é o tipo de leitura que você sente calafrios, a garganta seca e, em diversos trechos, chora.

História inspiradora de Viktor Frankl que manteve a esperança durante os horrores indescritíveis de seus anos como prisioneiro nos campos de concentração nazistas.

Ele passou por quatro campos diferentes, incluindo Auschwitz, enquanto seus pais, irmão e esposa grávida não sobreviveram a este massacre.

Frankl acredita que não podemos evitar o sofrimento, mas podemos escolher como lidar com ele, encontrando significado por meio de um propósito renovado.

As 3 poderosas lições que levo deste livro são:

(1) Aquele que tem um forte "porque" para viver, consegue aguentar qualquer "como".

Dois prisioneiros no campo de concentração estavam pensando em suicídio.
"Não havia mais nada o que esperar da vida" – eles disseram.
Porém, eles não tiraram a própria vida.

Eles encontraram um porquê muito forte para continuar.

Para um deles, seu filho o esperava ansiosamente em um país estrangeiro.
Para o outro, um cientista, havia uma série de livros esperando serem terminados.

Quando um homem se torna consciente da responsabilidade que ele carrega para outro ser humano, ele nunca será capaz de jogar fora sua vida.

Ele sabe o porquê da sua existência e será capaz de suportar qualquer coisa.

Afinal, aquele que tem um forte "porque" para viver, consegue aguentar qualquer "como".

(2) O amor é o sentimento mais elevado que um homem pode aspirar.

Pela experiência de Frankl nos campos de concentração:

  • Foi o amor de um homem por seu filho que o manteve firme.

  • Foi o amor de um homem pela sabedoria que manteve sua chama acessa descobrindo o mundo por meio dos livros.

  • E foi o amor dele pela sua esposa que o fez seguir em frente.

Ele percebeu o poder do amor em um dia frio e escuro, onde ele e outros presos foram ordenados a marchar até um local de trabalho.

Chegando lá, eles foram espancados e forçados a caminhar penosamente sobre grandes pedras em um terreno gelado.

Um preso sussurrou para Frankl:
"Se nossas esposas pudessem nos ver agora, espero que estejam melhor em seus campos e não saibam o que está acontecendo conosco."

Ao refletir sobre essa época do passado, Frankl disse:

Eu não sabia se minha esposa estava viva e não tinha como descobrir.
Mas naquele momento, esse pensamento deixou de ter importância.

Não havia necessidade de eu saber; nada poderia tocar a força do meu amor, meus pensamentos, e a imagem da minha amada.

Se eu soubesse então que minha esposa estava morta, penso que ainda teria me entregado, sem ser perturbado por esse conhecimento, à contemplação de sua imagem.

E que minha conversa mental com ela teria sido igualmente vívida e igualmente satisfatória.

O amor dignifica a vida.
O amor enobrece a vida.
O amor faz a vida valer.

(3) Quando não conseguimos mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos.

Antes do campo de concentração, Frankl trabalhava como psiquiatra clínico.
Uma vez, ele recebeu um cliente com grave depressão.
Vamos chamá-lo de Pedro.

Pedro não conseguiu superar a perda de sua esposa que morreu há dois anos.

"O que teria acontecido se você tivesse morrido primeiro e sua esposa
precisasse sobreviver por você?" Frankl perguntou a ele.

"Oh! Isso seria terrível. Ela teria sofrido demais." Pedro respondeu.

"Você vê, Peter, tal sofrimento foi poupado. E foi você quem
a poupou desse sofrimento." Frakl interviu.

Pedro não disse nada, apertou a mão de Frankl e saiu calmamente de seu consultório.
O sofrimento deixa de ser sofrimento no momento que encontra um significado.
Neste caso, o significado era sacrifício.

Frankl não tinha como reviver a esposa dele.
Mas naquele momento, ele conseguiu mudar sua atitude perante tamanha tragédia.
E, agora, ele poderia ao menos ver significado em seu sofrimento.

As duas forças que agem sobre todos nós

Não pretendo trazer nesta news um conceito definitivo de propósito.
Tal assunto requer tamanha sabedoria que vai além da minha compreensão.

Ainda assim, acredito que propósito tem relação direta com sacrifício.
Encontrar algo que você está disposto a dedicar sua vida e morrer por ela.

  • Mães se sacrificam para cuidar de seus bebês.

  • Missionários se sacrificam para expandir a mensagem da Cruz.

  • Bombeiros se sacrificam para salvar vidas.

  • Policiais se sacrificam para manter a ordem e a justiça.

  • Soldados se sacrificam em nome da liberdade.

Em uma das conversas filosóficas com minha namorada, ela me disse:
Existem duas forças agindo em cada ser humano:

  1. To find your gift

  2. To give it away

The meaning of life is to find your gift, and the purpose of life is to give it away.

Essa visão conectou comigo. Quais lições tiramos desta poderosa frase:

(1) Encontrar o seu dom, a sua grande habilidade

Teste. Experimente. Busque o que te faz feliz.
Escute pessoas próximas dizerem no você é excepcional.

Não acredito que talento bate o trabalho pesado.
Mas acredito que cada pessoa nasce uma semente especial dentro de si.

É notório quando você vê esta semente germinar em uma criança.

  • A facilidade fora do comum em desenhar.

  • A coordenação motora, noção de espaço e porte atlético.

  • O cálculo matemático mais rápido que uma calculadora.

  • A dança, o canto, o instrumento. Como se a música fosse seu principal idioma.

(2) Entregar livremente o seu dom

Sacrifique seus prazeres individuais e momentâneos por um propósito maior.

  • Algo que é externo e maior que você.

  • Algo pelo qual você dedicaria uma vida inteira.

  • Algo pelo qual você morreria.

  • Algo que dá sentido à vida.

O sentido da vida é encontrar o seu dom.
E o propósito da vida é entregá-lo de graça.

Distribuindo sopa

"O propósito da vida é entregar seu dom de graça".
Simplificando desta forma, estamos falando sobre servir.

Não é necessário ver para crer.
Mas é necessário sentir para servir.
É fazer o bem sem esperar algo em troca.

Nosso propósito muda com o tempo, pois somos criaturas mutáveis.
A transformação é visível com o passar dos anos.
Se antes eu buscava significância, hoje busco contribuição.

Há pessoas generosas que servem sopa quente em um inverno gelado.
O calor da sopa é tudo que precisam para se alimentarem e terem a esperança que dias melhores virão.

Escrever é a minha distribuição de sopa.
Uma sopa que não visa alimentar o corpo, mas a alma.
Publico esta newsletter todo domingo às 18:00.
Milhares de pessoas recebem, abrem e clicam nestes emails.

Não tenho como saber quem é você ou seu momento de vida.

Minha maior alegria com esta newsletter é ler seus profundos comentários.
Daqueles que destacam superações difíceis, decisões corajosas e muita gratidão.

Acredito que minha super habilidade é escrever.
Gosto de pensar que entregar meu melhor toda semana nesta newsletter é um grande passo em direção ao propósito de vida.

Agora, eu te pergunto:

  • Como você tem servido os mais próximos, assim como os desconhecidos?

  • Qual é a sopa que você tem distribuído em sua vida?

Você nunca saberá onde um texto, um vídeo, uma conversa irá te levar.
E é justamente por isso que te convido a servir sua sopa o quanto antes.

⏩️ Na próxima edição #018

Ainda não decidi qual será o tema da próxima edição.

  1. Dentro da categoria "marketing", penso escrever sobre os 5 tipos mais comuns de objeções (e como quebrá-las).

  2. Dentro da categoria "maestria", sobre queimar pontes, a decisão que não é possível voltar atrás, um novo mundo que você decide entrar e nunca mais será o mesmo.

  3. Dentro da categoria "mentalidade", sobre a importância de honrar compromissos.

Ajude-me a decidir qual tema devo escrever.
Escolha o tema (1), (2) ou (3) deixando seu comentário mais abaixo.

Na próxima edição da newsletter Alquimia da Mente.
No próximo domingo.
Como sempre, às 18:00.
Um forte abraço,
HC

🧠 Meu Download Mental

📕 (1) O que estou lendo:

  • A vida não é um morango
    Texto incrível da minha mentorada (e Astróloga) Fabi Ormerod sobre a preocupação com o tempo de tela. Me dá aflição só de ver quase 3h de Instagram em um dia.

🎹 (2) O que estou tocando:

  • Don't Stop Believin'
    Tirei um tempo no sábado para pegar a introdução memorável dessa música.
    Desafio interessante, pois a mão esquerda anda muito no contra-tempo.

🤓 (3) O que estou estudando/praticando:

🎥 (4) O que estou assistindo:

  • MIKE TYSON | GREATNESS
    Cai numa espiral de vídeos no Youtube sobre Mike Tyson.
    Apesar da sua forte personalidade e vida conturbada desde criança, ele foi um dos maiores ícones do esporte e levou o Boxe para um patamar nunca antes visto.

🧙 (5) Novidades pessoais desta semana:

📩 Sobre a Newsletter Alquimia da Mente

✍️ Alquimia é a mãe da Química. Com origem na expressão árabe “Al-Khen” significa transformação. Escrita por Henrique Carvalho todo domingo às 18:00.
🐝 Newsletter configurada e enviada pela incrível plataforma BeeHiiv.
🤖 Esse texto passou por uma dupla camada de revisão usando a Clarice.ai.

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